sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"seres de Alice"

   Na sexta passada eu fui ao Animage_III Festival Internacional de Animação de Pernambuco- que está tomando uma proporção cada vez mais importante na área, depois da excelente curadoria de Nara Normande- para assistir ao filme Alice do techo Jan Svankmajer...                   Como eu já havia visto- antes deste Festival e sem nenhuma informação prévia- um curta dele que me causou um sentimento dúbio de repulsa e atração imediata por conta da grande "densidade-barroca-surrealista", eu fiquei inquieta com a possibilidade de ver uma releitura sua de Alice no País das Maravilhas! Sei que já é uma obra universal super conhecida, lida, estudada, resignificada, "quase batida", mas foi exatamente isso que mais me motivou: ter acesso a mais um olhar de algo que achamos que já conhecemos tão bem, mas que a emoção, criatividade e profundezas humanas ainda pode nos guardar surpresas e despertar novos estímulos... 
   Achei o filme, simplesmente, genial! Muito pela sua técnica (o cara anima bicho morto, boneca, qualquer coisa, enfim!) e, ainda mais, pela autenticidade de guiar meu olhar para um mundo de possibilidades e novas camadas interpretativas da obra de Lewis Carrol. Para mim e minha amiga Letícia que me acompanhava, este foi o melhor filme "sobre Alice" que tivemos oportunidade de assitir até então!   
   Fiquei com o filme reverberando na minha cabeça e concluindo várias vezes a mesma obviedade: como somos prepotentes ao achar que  e enxergamos a totalidade e profundezas de um ser... "seja eu, seja filme, seja o que for"!

(Parênteses)
Fica aqui o link do trailer- que também adorei!- e o link de um site dele que aparece no google:

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Mudança Real"


  Eu prometi às minhas amigas Silvana e Aninha- moradoras soteropolitanas- que não mais começaria um post me queixando do tempo que faz que não escrevo aqui, as demandas do meu dia a dia que me afastam dos meus ideais de vida e etc... Bem, se eu falar mais, vou continuar com o prelúdio que vcs não querem amigas! hehe
  "A verdade é que nossos hábitos não passam de padrões de comportamento que o cérebro associa. Uma vez associados e compreendidos, alterá-los pode demandar um esforço da massa cinzenta. E, em anos de evolução, nossa mente foi treinada para evitar qualquer esforço que pareça desnecessário"! (Rafael Tonon- Vida Simples Outubro 2011) 
  Mas, juro à vocês minhas queridas: todos os dias eu acordo, contorno inúmeras ansiedades para entender quais sãos as principais e reais demandas daquele dia- além de comer e cumprir compromissos de rua imediatos- e vou dormir pensando em todo o esforço que não consigo empreender nas minhas revoluções pessoais e em todo o tempo que termino perdendo na resistência (inconsciente até!) em quebrar os velhos padrões que me desorganizam emocionalmente e reforçam a sensação de sofrimento da impermanência inevitável da vida!
  Pois é... esta divagação aqui poderia render um reflexivo e extenso texto, mas eu já havia prometido não me extender, porque tenho  trabalho e prospecção de novos para dar conta- além de outros afazeres comigo, casa e filho-, mas como "o prazo não é pra amanhã", a emoção sempre ganha quando não há "a pressão da razão'!
  "E nossa mente está mais plenamente convencida dos ganhos a curto prazo do que das perdas que podem vir a perder de vista. E aí entra um embate essencial entre a nossa razão e a nossa emoção."(Rafael Tonon- Vida Simples Outubro 2011) 
  Pois é minhas amigas(os)... a gente arranja justificativa pra tudo, inclusive ficamos usamos as mesmas pra nós mesmos em contextos e tempos diferentes das nossas vidas! :/ O equilíbrio interior é um eterno desafio e ele reflete, inevitavelmente, na nossa construção de mundo - por mais que muitas vezes pareça que só o mundo é cruel!
  Vou recorrer mais uma vez a matéria de capa da Vida Simples deste mês- que parece ter sido meu presente de aniversário, uma vez que eu ando estudando seriamente o fator "mudanças" na minha vida...
  "A chave está em envolver seus sentimentos na mudança que quer operar. É preciso encontrar formas de motivação. O primeiro passo talvez seja pensar arduamente sobre aquilo que quer mudar- e qual o seu plano para isso."
  Este post aqui de hoje é apenas mais uma retomada e mais um plano de continuar escrevendo e entendendo o que me interessa, só que agora dentro de um contexto literal de mudança: eu, meu marido e filho estamos em uma nova morada que custamos muito a encontrar dentro da brusca e ridícula especulação imobiliária que "mudou" o padrão de acesso à moradia aqui no Recife!   
  Bem, resta eu provar pra vocês e pra mim mesmo qual o nível real da minha determinação "em me habitar com uma mudança real"- principalmente, agora que já galgo a casa dos 31, rumo aos 40 e ainda não consigo ser muito específica nem nas minhas metas de comemoração deste próximo aniversário, quanto mais das reais mudanças que desejo na minha vida pessoal e profissional...   
  Mas, continuo em busca das minhas motivações e objetivos instrínsecos de mudança, tentando separar e identificar o que é cobrança social e o que é necessariamente real para se ter e/ou ter que mudar! 
(Parênteses)
É claro que eu não posso deixar de sugerir que vocês leiam a matéria de cada da Vida Simples- "Por que é tão difícil mudar?". Aliás, como sempre, a revista sempre traz textos interessantes de jornalistas sensíveis e competentes.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

" 'Pazes' conosco e com o mundo"_NORDESTE SEDIA UM DOS MAIORES EVENTOS BUDISTAS DO PAÍS


Quando o Lama Padma Samten afirma em um dos seus livros que "o budismo é experimental, não há nada para acreditar, é preciso testar" é uma grande máxima que tenho experimentado de verdade na minha vida terrena... É claro que a minha busca por ensinamentos espiritualistas também procura, de alguma forma, um pouco de suspensão do dia a dia e da vida prática. Mas, a minha humilde iniciação nestes ensinamentos milenares me deixam pouco a pouco mais certa de que a única maneira de encontrarmos paz interior e lampejos de iluminação é vivendo e encarando com lucidez os desafios das nossas vidas diárias e mundanas... O buda primordial, o Buda Sakiamuni, passou 6 anos isolado e meditando na floresta, com todas as privações ditas humanas, mas só se iluminou mesmo quando restituiu sua saúde corporal e foi pro mundo!
Engraçado estar postando essa mensagem aqui logo após o texto que escrevi mencionando o processo de envelhecimento dos nossos corpos... Mas, é a minha gradativa apreensão dos objetivos e ensinamentos budistas que tem me permitido harmonizar a paz que eu procuro dentro de mim, da minha vida espiritual e "real"- mas, isso tudo não poderia ser a mesma coisa? Afinal, somos todos um?

Pois bem, não vou me estender porque há muita informação abaixo sobre eventos importantíssimos na busca por uma série de "pazes" conosco e com o mundo...

NORDESTE SEDIA UM DOS MAIORES EVENTOS BUDISTAS DO PAÍS  

Um dos principais mestres budistas da contemporaneidade, Sua Santidade Sakya Trizin, visitará o Brasil pela primeira vez e o Nordeste será um dos locais de maior destaque na sua programação.
Entre os dias 25 e 26 de julho, ele estará em Recife, visitará a comunidade do Coque e logo depois em Timbaúba, oferecendo ensinamentos e iniciações. De forma paralela, serão realizados o Fórum de Culturas pela Paz: Superar a Violência, o I Encontro Internacional de Culturas pela Paz, no Coque, em Recife e o II Encontro de Mente, Educação e Cultura, com o tema “A contribuição do budismo na ação social”. A última atividade, o evento Nascido no Tibet, será realizado no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Olinda, a um preço simbólico: R$ 10,00. Na ocasião, será realizada uma conferência com jornalistas e uma benção especial.
Figura de grande importância no budismo tibetano, Sua Santidade tem se dedicado a disseminar ideais de compaixão e uma abordagem de cultura de paz, que seria uma possibilidade de conectarmos nossas vidas, seja nos aspectos sociais ou pessoais, a uma concepção de mundo na qual a violência perde o sentido.
Veja a seguir mais detalhes sobre cada dia da programação.

Fórum de Culturas pela Paz: Superar a Violência
O fórum ocorrerá no dia 23 de julho, com o objetivo de partilhar e questionar experiências ligadas à superação da violência e afirmação da paz. Entre os temas, estão os movimentos sociais, a justiça ambiental e a escolarização.

I Encontro Internacional de Culturas pela Paz
O encontro terá diálogos entre representantes cristãos e budistas sobre paz e espiritualidade, com foco na personalidade do falecido arcebispo de Olinda e Recife, fundador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e figura central da ala progressista da Igreja Católica, Dom Hélder Câmara.

            II Encontro de Mente, Educação e Cultura, com o tema “A contribuição do budismo na ação social”. 
 Será realizado nos dias 24 e 25 de julho, com encontros que discutem as contribuições do budismo no campo social, com ações voltadas para promover uma cultura de paz. A influência dessa visão hoje é bastante estudada na Universidade Federal de Pernambuco, a partir do projeto Coque Vive. Em Timbaúba, teve início um trabalho de sensibilização no campo das plantas medicinais e fitoterapia, em parceria com a Prefeitura.

            Todos os encontros são gratuitos.

Horários, locais e todas as informações sobre a programação de Sua Santidade Sakya Trizin em Pernambuco estão disponíveis no blog http://sakyatrizinpe.blogspot.com/ - Mais informações com João Vale no (81) 9737-1415 ou no email joaovalesanga@gmail.com

 

terça-feira, 19 de julho de 2011

... colocando na balança: o peso dos 30!


A algum tempo eu ando pensando sobre a emblemática idade dos 30 anos na vida de uma mulher...   especialmente, a minha! 
Confesso que até o ano passado- aos 29- eu ainda sentia um pouco distante a possibilidade de começar a perder o meu "viço juvenil"... Mas, parece que o metabolismo feminino tem um pacto com a saída da casa dos 20, um tipo de acordo com “o coisa ruim” se a gente não começar a se comportar “mais diretinho”! hehehe

Para mim, foi algo meio que instantâneo de 1 ano para cá, já a caminho dos 31: percebi que meu metabolismo começou a desacelerar, a exigir mais exercícios e menos comida e uma série de “marcas meeega expressivas dos meus anos dourados” começaram a ficar salientes na minha pele- que já não reluz fácil como antes! 
Desde já, peço desculpas aos meus guias espirituais na terra e no céu, assim como aos meus instrutores de yôga, meditação, ensinamentos budistas e cia... Mas a aceitação resignada do envelhecimento do corpo físico é uma tarefa UÓO!
Não tem compaixão e desapego que me façam “contemplar” meus quilinhos a mais, a multiplicação dos meus furinhos de celulite e a diminuição das minhas felizes investidas gastronômicas! É fato: a atividade do nosso corpo é decrescente, por mais que nos esforcemos. No entanto, em paralelo, temos a graça do amadurecimento emocional (e espiritual para os que procuram mesmo!), assim como uma contemplação de vida menos superficial e mais lúcida. 
Certo, mas e aí? E aí que a vida nos fornece livre arbítrio até na medida do “embarangamento”... ou seja, na maneira de envelhecer e contemplar a decrepitude inevitável dos nossos corpos!
Também reconheço tristemente aqui que a minha suposta área de mais atuação profissional (dos últimos tempos! pois já atuei e também atuo em outras frentes...) seja uma das mais responsáveis pelo estímulo do fetichismo corporal contemporâneo voltado para a juventude eterna- que mesmo com tantas técnicas estéticas e avanços científicos, nunca vai existir! Segundo Pascale Navarri (em Moda e Inconsciente), “a melancolia da moda pode levar aquele ou aquela que só consegue investir em si mesmo, por meio da imagem visual do próprio corpo idealizado, jovem, perfeito e permanentemente (imagem que alimenta o visual-auto-sexy), a não poder separar-se dele.”.
É engraçado que a moda tendo como princípio básico de existência literal a sua efemeridade, não aceite a as transformações mais claras e “IN”evitáveis de nossas vidas: o nascimento, vida e morte do nosso corpo e dos seus aspectos vibrantes e juvenis. E complemento este raciocínio de novo com a ajuda da psiquiatra Navarri: “Essa configuração, parece, encontra-se cada vez com maior freqüência entre os obcecados pelo infantilismo corporal, os novos seres híbridos da moda: os velhos jovens que deixam apenas a seus jeans a possibilidade de parecer usados e envelhecidos.” 
Eu, por exemplo, não vejo nada demais na busca pela saúde, equilíbrio e beleza nas nossas vidas, mesmo que tenham um peso no direcionamento estético. Mas, acho problemático quando nos contaminamos e alienamos com ideais que só nos trazem mais paralisação de tempo, neuroses e angústias para a vida psíquica- que já é, naturalmente, tão perturbada, cheia de cobranças e questionamentos obscuros.
Não sei... eu sinto algo de muito equivocado nos tempos em que vivemos e talvez seja eu mesma tentando lutar contra esses tipos de envenenamentos mentais que, às vezes, chegam de formas tão sutis e naturalizadas quanto as medidas a mais na fita métrica!
Eu, depois do último brigadeiro degustado e até este momento, encontrei duas saídas... ou vou ser uma balzaquiana gordinha bem feliz e muito saudosista da minha juventude festiva, no entanto resignada e que não promove muitos esforços na manutenção da minha saúde corporal e mental. Ou, posso ser uma balzaquiana esforçada numa luta lúcida e pacífica contra todas as coisas ruins da gravidade e do tempo- incluindo aqui o peso dos orgulhos, das invejas, dos desejos-apegos, dos medos-raivas e das ignorâncias-obtusidades mentais. 

domingo, 3 de julho de 2011

"Cópia Fiel"

Eu ando bem desatualizada de tendências de moda... confesso! Também já disse outras vezes que o meu interesse pela área perpassa, cada vez mais, menos "pelas amenidades" do que está IN ou OUT!
Gente, "pelo amorrrr", essa discussão é ou não ultrapassada- fora a questão econômica de que é o mercado que nos disponibiliza ou não tais produtos? Bem, parece que não para a maioria das pessoas, porque os blogs imagéticos sobre moda e estilo, assim como seus seguidores, se proliferam na internet sem dó nem piedade e, muito menos, reflexão!

Eu sei que o espaço virtual não é muito indicado para quem quer filosofar ou divagar sobre determinados assuntos- como, principalmente, "modos, modas e cia"-, mas eu continuo me distanciando cada vez mais da possibilidade de falar sobre o vestido de alguma celebridade sem que isso também tenha por trás alguma  outra relevância discursiva ou, pelo menos, afetiva !

Bem, para não me estender (como quase sempre!) de uma maneira talvez tediosa e difícil de ser lida no ritmo frenético " desta rede com rombos enormes de informação" que é a internet (acredito que hoje o que importa é como peneiramos esse mar de informações que nos chegam a cada acesso e não a quantidade de desfiles que a gente consegue assistir no site da São Paulo Fashion Week!)-,vou direto ao objetivo inicial da minha postagem... 
 Falar de maneira pessoal e encantada sobre alguns figurinos de personagens de atrizes lindas e talentosas que vi em filmes recentes.

Um que não me sai da cabeça é o "vestido-camisola" de seda pura (da Lanvin, táh!) que Juliette Binoche usa em Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami...

Eu me surpreendi com a sua divagação,  realisticamente, encenada e um tanto quanto pessimista- mas, não menos, divertida e sarcástica- quanto as questões de gênero relativas aos laços de amor e as perspectivas diferentes de levar suas vidas e "uma vida a dois". 

À parte essas observações, confesso também que não pude deixar de pensar- "copiado e conforme tanta gente"- o quanto Juliette Binoche estava elegante e estilosa naquele vestido e na sutileza do colar de mariposa (em ouro, é claro!), no cinto amarrado na sua cintura de mulher madura, no salto delicado que só uma dama com estilo usa para caminhar ao ar livre e, por fim, num casaco preto despojadamente "jogado" por cima!

Inclusive, me emocionei um bocado com uma cena aparentemente ingênua, mas incrivelmente deliciosa e feminina... quando ela vai ao banheiro de um restaurante  para passar batom e escolher um novo par de brincos... não vou contar com especifidades pra não estragar a delícia de ir descobrindo as sutilezas e os jogos de gênero da obra!

Eu saí encantada do filme... com tudo! Com o roteiro, a direção, a atuação e, muitíssimo, com o figurino que eu assumo que fiquei com vontade de copiar! Não  porque ele está na moda, ou porque descobri que é da Lanvin... para mim ele fez sentido não pela marca, mas pelo estilo e áurea que a atriz e personagem imprimem naquela roupa dentro de uma história que, de fato, se comunicou comigo fora do contexto "ctrl c ctrl v" do universo fashion!

Alguns filmes específicos e os seus figurinos me trazem grande inspiração para me vestir e produzir roupa. No entanto, mesmo que eu pense em CO-PI-AR, eu espero que as minhas singularidades não me permitam conseguir!

(parênteses):
... uma olhadinha neste trailer que eu selecionei entre vários... aiii, "me encanta"!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

"Tesoura do Desejo"



... Minha disposição expositiva voltou antes mesmo do que eu imaginava! ;)

Acho que foi o desejo intenso de expurgar as escolhas errantes, a "má sorte psico-espiritual", fechar tais ciclos e abrir alas para as boas novas vindouras... "Serão"?

Bem, pelo menos, nada mais entusiasta e emblemático nesses momentos de revolução astral do que um corte de cabelo, sim? 
Pois então... me joguei no salão de Cristiano Cabelereiro, marquei uma hora com o bom e já fiel João- no meio de uma produção de figurino que estava fazendo para a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes pela Rec Produtores- para dar uma "petit repaginada" nos fios que estavam crescendo sem muito foco e energia...

E também, nada mais óbvio e cafona do que querer relembrar aquela música de Alceu Valença... mas foi isso mesmo que fiz! Afinal, sou humana, logo: contraditóriamente, às vezes, muito contente com um up estético!

Tesoura do Desejo 
(Alceu Valença)
"Você atravessando aquela rua vestida de negro
E eu lhe esperando em frente a um certo bar, Leblon
Você se aproximando e eu morrendo de medo
Ali, bem mesmo em frente a um certo bar, Leblon


Quando eu atravessava aquela rua, morria de medo
De ver o teu sorriso e começar um velho sonho bom
E o sonho fatalmente viraria pesadelo
Ali, bem mesmo em frente a um certo bar, Leblon

- Vamos entrar...
- Não tenho tempo!
- O que é que houve?
- O que é que há?
- O que é que houve, meu amor, você cortou os seus cabelos?
- Foi a tesoura do desejo, desejo mesmo de mudar"


(parênteses): 
Serviço para Cristiano Cabelereiro
tel: (81) 3244-0570

R. Vig Barreto, 31, Graças. 
Recife_PE 

OBS: Não vá esperando ser meeega bem atendida ou tratada, a não ser que você tenha pinta de rica e/ou demonstre estar disposta a gastar mais do que em um corte de cabelo- como eu sempre faço! (hehehe) No entanto, Cristiano e os outros profissionais do salão, como João, são extremamente bem formados, informados e talentosos. É um dos poucos salões que fui e indico aqui do Recife, além de Glauce Melo- que é um doce e faz belamente as minhas sobrancelhas.  


terça-feira, 24 de maio de 2011

em realinhamento... este blog está out of fashion!

Deixarei de postar por mais algum tempo aqui... Inclusive sobre minhas vivências, olhares e inquietações pessoais- que, inevitavelmente,têm a ver com o meu trabalho criativo seja para a marca Alinhada ou qualquer outro!

Este blog vai se restringir, quando possível, as questões de trabalhos que envolvam os modos, modas e cia e divulgações relacionadas a saúde, espiritualidade, cultura e cia...

Este que, supostamente, era para ser e estar batante "antenado", ficará ainda mais desatualizado nos próximos tempos. Estou em processo de realinhamento de vida, de tempo, de percepções, de "exposições", da rotina, de médotos, de expectativas, enfim, dos meus reais interesses, relações e resultados...

Ando tentando, cada vez menos, equilibrar egos e identidades e isso não é fácil no mundo contemporâneo, aonde tudo e todos têm tag´s e têm preço de mercado e valores no networking... É isso que a gente aprende, internaliza e parece muito normal.

No entanto, mesmo no meio de tanta nebulosidade viciada na construção do ser e ter alguma coisa e não em encontrar a nossa verdadeira natureza ilimitada, me traz mais paz tentar ser, pelo menos neste momento, apenas uma pessoa comum procurando uma sobrevivência e vivências mais harmônicas e menos capitalizadas!

sábado, 16 de abril de 2011

algo "Bueno" alla em Recife hoy!

Olá que tal? Estoy en Buenos Aires delirando com a oportunidade de descobrir esta cidade... Depois vou preparar um post e/ou outro blog especial só com as dicas dos meus passeios e "olhares"!

Hoje, apenas reforço um evento bacana que acontece no ateliê onde a Alinhada está sediada:

terça-feira, 15 de março de 2011

"Pimenta 'nos olhos' dos outros...

é refresco!"

Achei fantástico este projeto de lei do senador Cristovam Buarque propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. Numa primeira análise pode parecer uma idéia radical que venha a ferir as "conquistas democráticas" do país, mas, na minha opinião pessoal, acredito que seja uma das poucas formas drásticas de começarmos a diminuir o fosso da desigualdade educacional e, consequentemente, intectual entre pobres, ricos e "preteridos"!

Obrigada à minha amiga Luza pelo importante repasse! Confesso que acompanho pouco a política em especificidades, mas me interesso de forma plena por todos os aspectos que podem fazer de nós e de nosso sociedade um lugar mais humanamente habitável! 

      PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007, DETERMINA A   OBRIGATORIEDADE DE OS AGENTES PÚBLICOS ELEITOS MATRICULAREM SEUS FILHOS E DEMAIS DEPENDENTES EM ESCOLAS PÚBLICAS ATÉ 2014.
            Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas. Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, Deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As conseqüências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil. 
           SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
           Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA. Desde o começo de 2009 ele se encontra parado na CCJ - Comissão de Justiça.
            Ainda que você ache que não pode fazer nada a respeito, pelo menos passe adiante para que chegue até alguem que pode fazer algo.



quinta-feira, 10 de março de 2011

" Meus destaques ensolarados deste verão e carnaval..."

Eu tive vontade de escrever um par de crônicas durante e sobre este carnaval que acaba de findar... um turbilhão de diferentes sensações transbordou no meu ser antes, durante e agora: "depois de tudo"!
Primeiramente, eu estava super deprimida neste mês de fevereiro "por conta das contas", dívidas e da dificuldade de "free lar" nesta época do ano- quando todas as atenções e ânimos estão voltados para os melhores e mais incensados eventos da cidade do Recife e Olinda, o que gera uma certa dificuldade  para quem não está na gandaia de ficar socialmente ativa até com os melhores amigos! 
Segundo, eu comecei e ainda estou muito angustiada com o processo de escrita da monografia e a possibilidade de perder mais uma vez o Funcultura, que encerra no próximo dia 14! Terceiro, eu andei me desanimando- aliás, caindo na real!- com algumas possibilidades de parcerias que não se edificaram ainda... Resumindo, eu estava muito ansiosa, angustiada e frustrada com a "real life" até o sábado de carnaval pela manhã: quando tive uma "DR incrivelmente elétrica" com o meu marido antes de ir pro amado bloco Hoje a Mangueira Entra! Inclusive, eu só dizia "aos quatro cantos" que não era tão foliã, que só deveria brincar nesse dia e passear nos outros com o meu filho, além de curtir a companhia dos amigos que se hospedariam aqui em casa... 
Que ilusão: terminei redescobrindo "O Carnaval Multicultural do  Recife", "a insanidade ensolarada e suada de Olinda" e a minha própria "necessidade social e farrística" de ritualizar esta época do ano como um grande momento para esquecer- pelo menos por uns instantes !- as mazelas e vestir a fantasia da felicidade constante junto com todos que conhecemos e que também não! 
Eu me dei conta do quanto precisamos desse êxtase e surto coletivo de "forçada alegria" para encarar a dura monotonia "e cinzas "do resto do ano... Não à toa, a "real life" no Brasil, ou pelo menos aqui do Nordeste, só começa, de fato, depois do carnaval. Então, sejamos agora bem vindos à ela: saindo da ressaka festiva das bebedeiras e dos desejos contidos (e/ou não!), dos frouxos contatos hedonistas e/ou amistosos... Nós todos temos muito trabalho a fazer , além de "todos os chácras para realinhar", pelo menos, até o próximo carnaval chegar! ;) 

(parêntes):
Meus destaques ensolarados deste verão e carnaval:
1) Show histórico de Luiz Caldas na prévida do I Love Cafuçu.
2) Encontros no Hoje a Mangueira Entra e na descida do Eu Acho é Pouco.
3) Festinha privê só pros finos e fofos do I Love Cafuçu no Centro Luiz Freire no domingo de carnaval.
4) A irreverência do novo bloco "da cena" idealizado por Marquinhos Castro: "Bunytos de corpo"!
5) Show de Karina Buhr no Pátio de São Pedro e da "doce" Marina Lima!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

... "auto-ajuda" bioenergética de verdade!

Inevitável não postar esta entrevista com o Dr. Jorge Carvajal (pioneiro da Medicina Bioenergética) que recebi hoje da minha terapeuta de Florais de Bach...  Chegou num dia ideal para refletir sobre "os ditos"... É longa, mas vale a pena, pois  ele é muito lúcido e pertinente nas colocações. Não é esoterismo... é auto-ajuda bioenergética de verdade!

O Dr. Jorge Carvajal é um médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha. A entrevista é de  10 de março de 2009.

Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.
 
A Saúde e as Emoções.
 
Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas supra-renais, os ossos, a energia vital e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.
 
Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.
 
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.
 
A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que  cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo. Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de canalizá-las para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil! Realmente as emoções básicas são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico e destrutivo.
 
Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era  alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que crêem que adoecer é fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida. Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir  quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.
 
O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência... Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?
O amor, tão trazido e tão levado e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.
Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo.Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Moda Básica"

 
... porque o Centrão das cidades- aqui, em especial, a do Recife- e o "verdadeiro povão brasileiro" já é quase sempre carnavalesco até quando se propõe a ser básico! ;)

Aí eu finalizo o post descrevendo- e de alguma forma relacionando- as imagens acima a um trecho de entrevista da diretora de arte e figurinista Daniela Thomas que li a pouco no livro Vestindo os Nus, de Rosane Muniz e com o qual me identifiquei um bocado:
"O despreparo me ajudou a ser original. Não a originalidade buscada por excesso de sabedoria, de conhecimento, mas encontrada pela ingenuidade, por tentar fazer coisas que ninguém fez por falta de coragem ou excesso de informação."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Who cares?

Dio Mio, hoje já é 22 de Fevereiro e, praticamente, já é carnaval aqui no Hellcífe!

E eu aqui... ainda numa angústia pra conseguir me concentrar na monografia em paralelo a uma vida tão cheia de demandas práticas e a configuração do espacinho Alinhada_modos, modas e cia - sem mencionar que tudo isso enquanto o bolso anda "vaziinho da silva"!

Pra variar, muitas águas rolaram este mês... muitas das quais eu gostaria "de lavar" aqui no blog... Enfim, não vou começar minha ladainha de novo em relação a passagem do tempo e dos dias de novo... Aliás, como diz Manuel de Barros e eu já postei no facebook hoje:
"O TEMPO SÓ ANDA DE IDA"!

Por falar nele, meu filhote delicioso e "muito voluntarioso" do coração fez 2 anos no último dia 17 e nós comemoramos neste sábado passado graças ao amor e também as finanças da Vovó Maristela. Foi uma feijoada em Aldeia pra família e os mais chegados. Eu devo postar fotos em um flickr que pretendo abrir só para acompanhar o crescimento dele, but... "Who cares", de fato, além dos citatos e olhe lá?!!!

Uma coisa que eu até tento evitar é a "ilustração exibicionista e/ou excessiva" de muita coisa da minha vida pessoal em imagens e texto. Mas, estranhamente e por exemplo, só consigo escrever aqui em tom confessional! Esta semana, inclusive, fiquei ainda mais reflexiva e  auto-crítica ao ler uma matéria na Revista Vida Simples (edição set ou out de 2009) no qual o título era "A era do tô me achando"... no ótimo texto o repórter citava que o fato de escrever e/ou fazer coisas sabendo que não são muito do interesse das pessoas é um sintoma vaidoso, tipo, escrever para não ser lido! hehehe
Caramba - pensei eu-, então quem sabe se auto-promover da melhor maneira a gerar muito atenção sobre sua vida pessoal e temas de interesses seria menos vaidoso do que eu que uso este blog mais como guia e/ou "expurgatório" de minhas questões interiores e trabalhos? O pior é que ainda fico com uma sensação que, no final das contas, ele ainda não serve bem a nenhum dos dois extremos vaidosos! hehehe

Enfim, fica este ponto de reflexão enquanto vou voltando a produzir novas peças pra marca Alinhada e tentando chamar atenção pra minhas "capacidades" e, quem sabe assim "chamar atenção para novos free las"!

Bem, prometo que vou tentar postar mais sobre assuntos de interesses gerais... só não quero regredir no meu "alinhamento" de ego e vida!

(parênteses)
link da matéria:

http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/084/grandes_temas/conteudo_503318.shtml

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Encontros budistas"... (divulgação de 1!)

Eu estou frequentando a sede do CEBB -Centro de Estudos Budistas Bodisatva - na Av.Rosa e Silva a pouco menos de 1 ano... O CEBB é "encabeçado" pelo primeiro Lama ordenado no nosso país: o Padma Santem. Lá eles não só se preocupam em nos passar instruções para diversos tipos de meditação, como têm estudos e discussões a cada encontro e atividades gregárias extra rotineiras. 

Inclusive, seria difícil e muito pessoal tentar resumir ou explicar aqui o quanto foi importante e especial encontrar este lugar e cultivar este hábito em um momento muito difícil e complexo da minha vida... O que importa mais agora- e, na verdade, até me espanta que eu não tenha feito antes- é poder compartilhar e divulgar na medida do possível todas as ações benéficas desta organização, assim como a incrível retórica e sabedoria do Lama.

Só gostaria de registrar e agradecer aqui aos meus instrutores Lia Beltrão e João valenga, assim como ao Lama por começar a me ensinar outras possibilidades de ser, estar e meditar no mundo... acredite, o budismo pode ser complexo na apreensão inicial, mas se objetiva em princípios simples e quase óbvios...

(parênteses)
 www.cebb.org.br/ (site)

Há muito eu devia para alguns amigos uns pontos que anotei da última palestra do Lama no Departamento de Educação da UFPE (lá há uma pós graduação em Educação e Espiritualidade e o Lama costuma ir mensalmente!). Foi em dezembro do ano passado, muito simbólica do que eu e meu marido estávamos precisando escutar naquele momento...
Segue:
 - O universo em um átomo.
(Dalai Lama)

-As coisas surgem e desaparecem...

-O pensamento dogmático/revelado é um caminho que o budismo não percorre.

-O budismo não trabalha com verdades reveladas, pois a verdade revelada é um problema.

-As pessoas são defensoras de suas posições e o caminho para a lucidez não precisa ser exercido assim.

-Os cientistas deveriam revelar suas teorias e largá-las para enxergar adiante.

- Os cientistas são crentes, os budistas são céticos.

-O processo econômico está baseado em crenças... Os PHD´s e prêmios Nobel, por exemplo, não impediram o afundamento da economia.

-O pensamento econômico está operando dentro de uma visão obstruída que não é interessante.

-A organização do trabalho é regida pela economia, não a nação.

-A maior parte do processo educacional está voltada para a educação instrumental. No entanto, é mais enriquecedor educar para se ter uma visão particular das coisas.

-A base da estruturação da felicidade é a compaixão.

-Cada especialidade médica quer olhar um diagnóstico como um caso de sua especialidade.

-Educação é conseguir gerar um conhecimento livre de obstrução.

-Nós precisamos convergir para um pensamento universal.

-Todos os seres têm o mesmo pensamento, que é prático.

-O que o budismo tem a nos dizer sobre os nossos tempos?
Não esperar uma teoria. O budismo tem muitas coisas a nos dizer se compreendermos a dimensão prática deste pensamento.

-Os processos de aprendizado não se reduzem apenas a educação cognitiva. Raramente se toca nas questões emocionais e ocultas.

-A ciência tem que produzir lucidez. E não a dicotomia entre o pensamento oriental e ocidental.

-Há oposição entre filosofia e espiritualidade? Não.
Ler: “Exercícios espirituais e filosofia” (Pierre Hadot)

-As fixações não têm capacidade de produzir obstrução completa.

-A nossa natureza é, essencialmente, livre das nossas obstruções e fixações.

-O “eu operativo” é o fato de nós estarmos surgindo como alguém sustentando alguma coisa. Você não deve se impregnar por aqueles aspectos sutis que as obstruções (que as ações condicionadas) estabelecem...  

-O silêncio nos oferece uma experiência além das outras, radical... Inclusive, dentro da preparação dos atores, é essencial o silêncio!

-O som só é ouvido dentro do silêncio, os dois operam juntos!

-A nossa educação atual busca condicionamentos, respostas automatizadas- que se assemelham aos carmas, que são estruturas condicionadas. Temos que educar para o pensar!

-Nós não precisamos perder a capacidade de associar as coisas, mas sim de gerar verdades condicionadas.

-O condicionamento já está na pergunta, na forma que estou avaliando... A observação do mundo interno constrói aparências externas. E o mundo interno deve ser incluído no processo de educação.
-O nosso contato fenomenológico com o mundo precisa ser examinado.

-Como se dá a percepção do mundo quando é externo? Podemos utilizar várias visões que podem ser opostas.

- O nosso refúgio é a liberdade de estabelecer conexões... Os temas devem ser transversais e não devemos ficar limitados no que sabemos e sim ampliar a noção da complementariedade, ao invés das contradições! E este, é um aspecto essencial da verdadeira educação.

-Todas as visões de mundo podem ser contraditórias, assim como todas as verdades são parciais! (Lama Padma Samten)

-O processo de educação nos livra do que pensamos que somos e tomamos refúgio.

-Não há o que não seja caminho.

-O caminho está na ilusão.
ARTE=METODOLOGIA
A arte já é a ilusão e como percebo e dou sentido à tudo!

-A arte como poder de psicoterapia:
1.corpo
2.energia
3.mente
4.paisagem
5.céu

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ítens da agenda do dia (e/ou ansiedades!)

Eu só consegui começar o meu dia de afazeres a pouco menos de meia hora, pois estava colocando o meu pequeno para dormir desde às 10:40 da manhã... E sabe porque ele demorou tanto? Não porque estava sem sono-ele estava era com muito!- mas, muito por conta, justamente, da minha ansiedade em começar o dia...

É impressionante a ansiedade que me aflige todas as manhãs quando chego do Yoga e termino o café, seguido de um banho... Sempre fico um pouco assoberbada em relação a qual "ítem da minha agenda" devo priorizar, termino perdendo pequenos momentos da "minha real presença" comigo mesma e ao lado do meu filho- que sente do seu jeito isso...  (Assim como eu!)

Tanto sente que, quando me disponho- com uma certa inevitabilidade de culpa-, ao colocá-lo para dormir todas as manhãs, ele denuncia a minha "presente-ausência" se recusando a fechar os olhos porque sabe que, mesmo que eu dê beijinhos e cheiros na sua cabecinha e cangote com muito amor, na real, a minha presença não está inteira ali naquele momento e sim dividida com um turbilhão de demandas que nem sei se vou conseguir dar conta depois dali...

O mais engraçado é que nesse depois eu me sinto é péssima! Tanto por não me considerar uma mãe muito disponível e entregue o quanto desejo, como por não conseguir riscar (literalmente e com marcador verde, viu?!) todos os ítens da agenda que tenho a cumprir no dia... E o tempo passa e passa... quando vejo, já é hora do almoço e/ou então de vir aqui tentar entender e dialogar um pouco com a minha ansiedade... me expondo!

... e  essa minha busca incessante (e acho que de todos, não?)"pelas coisas" é para o que na sua verdadeira essência, para quais fins de fato- fora o sustento financeiro? 

Cada vez mais me dou conta que nossas escolhas pessoais, pragmaticamente justificadas, refletem de forma considerável e política não só nas nossas construções de mundo e sim na de todos ao nosso redor... Imagina na de nossos filhos?!!! É uma "responsabilidade-armadilha" a criação de um filho, muito também pela questão de estarmos nos criando e nos reiventando em paralelo a tantas ansiedades e afazeres que nos impedem de contemplar e singularizar pequenos momentos... E parece que muitas vezes precisamos de filmes e fotos dos outros para resignificar eles nas nossas vidas!

(parênteses)
Eu estou angustiada com o fato de ter voltado a ficar free la, e, ao mesmo tempo, voltei a ficar free la porque "quase adoeci" com o fato de trabalhar muito para outras pessoas e projetos e não acompanhar as sutis evoluções de crescimento do meu filho- que completa 2 anos do próximo dia 17, por sinal. Também confesso que não ganhar o suficiente para essas renúncias, também pesa. No entanto, não ter alguma grana certa para pagar as contas básicas no final do mês me faz perder o equilíbrio em relação a viver um dia de cada vez crendo nas minhas escolhas...

... pedi para sair do meu último emprego- na Fina Produção (da querida Melina)- não pela falta de apreço ao lugar e trabalho e sim pela necessidade de ficar mais livre para escrever a monografia da minha pós-graduação em Moda, assim como para ter mais tempo de focar e "projetar" os meus projetos e principais interesses... 

Mas, é estranho como para mim tudo isso que eu tinha em vista se dilui fácil nas demandas prioritárias e emergenciais do dia a dia como: dormir, comer, cuidar de Joaquim, fazer amor, fazer yoga, meditar, pagar as contas e- porque não e sem hipocrisias- checar os emails, o facebook e tentar não se tornar uma pessoa invisível na net...